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Congelamento de sêmen é opção para homens com câncer preservarem a fertilidade 

Postado em 21/05/2019 com Sem Comentários

Radioterapia e quimioterapia podem diminuir ou mesmo interromper a produção de espermatozoides. De acordo com o último relatório estatístico da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, instituição ligada à Organização Mundial de Saúde (OMS), um em cada cinco homens terão a doença em algum momento de suas vidas.

Foi-se o tempo em que pacientes oncológicos deixavam para o trás o sonho da paternidade. Atualmente, técnicas de reprodução assistida ajudam a contornar esse problema. “Os procedimentos mais agressivos podem causar infertilidade em 30% a 95% dos casos. Em algumas situações, o paciente pode recuperar a função reprodutiva parcialmente ou voltar a produzir espermatozoides em número insuficiente ou sem a qualidade necessária para gerar uma vida. Portanto, é essencial que os pacientes em idade reprodutiva, diagnosticados com câncer, saibam da importância de preservar a fertilidade”, explica Silvio Pires, urologista da Criogênesis.

Para quem já passou pela puberdade, está comprovado a eficácia da criopreservação (congelamento biológico) de amostras de sêmen ejaculado antes do tratamento do câncer. “Este sêmen pode, com consideráveis taxas de sucesso, ser utilizado futuramente para tratamento de reprodução assistida (inseminação intrauterina ou fertilização in-vitro) possibilitando a paternidade”.

No caso do banco de sêmen, o especialista lembra que a coleta deve ser programada antes do início da terapia: “as amostras de sêmen são obtidas em locais reservados para a coleta. No frasco de coleta, uma solução é adicionada para a proteção dos espermatozoides sendo eles etiquetados, codificados e datados. O sêmen criopreservado pode ser utilizado com sucesso em técnicas de reprodução assistida, mesmo anos após estar armazenado em nitrogênio líquido”, finaliza Pires.

Fonte: www.segs.com.br

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